CRICIÚMA/SC : A capital do carvão mineral

CRICIÚMA/SC : A capital do carvão mineral

Criciúma fica no sul de Santa Catarina, integrada à Região Carbonífera. Está a cerca de 200 km de Florianópolis, na área onde o carvão mineral moldou tanto a geografia quanto a história — e continua sendo parte da identidade da cidade.

Fundada em 6 de janeiro de 1880, Criciúma tem mais de 140 anos de existência, mas sua história é marcada por diferentes ciclos: de colonização, do carvão, da indústria, do comércio — cada um construindo etapas até o que vemos hoje.


Por que “capital do carvão mineral”


O carvão mineral foi, por muito tempo, o combustível que impulsionou crescimento, progresso e estruturação urbana em Criciúma. Ele não foi apenas um recurso: foi elemento central para geração de empregos, atração de pessoas de várias partes do Brasil, construção de infraestrutura, ferrovias, desenvolvimento do setor energético.

Ser chamada de capital do carvão não é porque há apenas riqueza mineral, mas por causa da concentração de minas, da importância econômica e social que isso teve e ainda tem para a região. Mesmo com transformações e desafios, o legado permanece vivo.


História do carvão em Criciúma: como tudo começou


  • Final do século XIX: chegada dos primeiros colonos e exploração inicial de jazidas. Já se falava de carvão, mas em escala pequena.
  • Décadas iniciais do século XX: com avanço das ferrovias e demanda industrial, a exploração se intensificou. Em 1913 surgiu a primeira mina importante.
  • Meados do século XX (1940-50): auge da mineração, expansão de empresas, crescimento populacional, urbanização, infraestrutura voltada para extrair, transportar, utilizar carvão.
  • A partir dos anos 1980-2000: perdas ambientais, preocupações com sustentabilidade ambiental, novas leis, exigências maiores de controle. O mercado também enfrentou competição energética (outras fontes de energia) e mudanças na economia global.


Situação atual


Hoje, a mineração de carvão em Criciúma continua — embora não no mesmo ritmo de décadas atrás. Há tecnologias mais modernas, maior regulação ambiental, exigência de recuperação de áreas degradadas. Algumas minas foram desativadas; outras adaptaram-se ou estão em transição.

Além disso, Criciúma diversificou sua economia: o setor imobiliário, comércio, serviços, indústria cerâmica e têxtil ganharam peso. O carvão segue presente como parte do patrimônio cultural, da identidade local — mas já não é o único motor do desenvolvimento.

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